Único ponto de atracação do antigo dirigível no mundo está deteriorado no Jiquiá e projetos de recuperação estão engavetados.
A torre de atracação está localizada no bairro do Jiquiá,
nos arredores do Recife, Pernambuco.
Sobram projetos, faltam recursos para a revitalização da Torre do
Zeppelin, localizada no Jiquiá, Zona Oeste do Recife. Único ponto de atracação do antigo dirigível ainda existente no mundo, a torre encontra-se deteriorada e coberta pelo mato. O piso de madeira das duas plataformas está destruído e a ferragem mostra sinais de corrosão.
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Nos últimos três anos foram divulgadas três propostas de revitalização da área, mas nenhuma chegou a ser executada. Uma delas é da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco
(Fundarpe), que tombou a torre como patrimônio do Estado em 1983. “Não conseguimos financiamento”, lamenta o diretor de Preservação Cultural da entidade, Paulo Souto Maior.
A proposta contempla a restauração da torre e um museu temático para divulgação da história do
Zeppelin, recuperação do manguezal nas margens do Rio Jiquiá (educação ambiental), criação de um campo de futebol e projeto de habitação para atender moradores da região. “O único progresso foi a prefeitura ter cercado a área do parque”, diz.
Outra proposta é da Prefeitura do Recife, para implantação do Parque do Jiquiá. “O custo não foi definido, mas é relativamente baixo, porque não há grandes equipamentos. A vocação do parque é ambiental e histórica”, afirma o diretor de Meio Ambiente do Recife, Mauro Buarque.
No momento, a prefeitura negocia com a Caixa Econômica Federal, proprietária do terreno, a cessão da área para o município. Um grupo de trabalho, formado por representantes das duas instituições, está avaliando o assunto. Parte do terreno é ocupado pela 1ª Companhia Independente de Operações Especiais
(Cioe), da Polícia Militar. |